Linha do tempo
Dos computadores às inteligências artificiais: como a tecnologia foi entrando na redação, e o que mudou para quem lê.
Cada marco tem a sua fonte. Itens sem data exata aparecem com a época aproximada. Use os filtros para acompanhar um tipo de acontecimento ao longo do tempo.
Séc. 15 ao fim do séc. 20
Das prensas à web
Cada nova tecnologia mudou não só as ferramentas dos jornalistas, mas também o jeito de produzir, distribuir e consumir notícia.
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Séc. 15
Tecnologia
Prensa de Gutenberg
Para entender: Antes dela, livros e textos eram copiados à mão, um a um. A prensa de tipos móveis, criada pelo alemão Johannes Gutenberg por volta de 1450, permitiu imprimir muitas cópias com rapidez. É o ponto de partida da imprensa: sem ela, não haveria jornal impresso.
Os textos passam a circular em escala inédita.
Fonte: TCC 1 do grupo (2026), cap. 1.1.
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Séc. 19
Tecnologia
Telégrafo
Para entender: Máquina que enviava mensagens por fios elétricos. Uma notícia que levava dias para chegar de outra cidade passou a chegar em minutos, e isso mudou o ritmo do jornalismo.
Reduz drasticamente o tempo entre o acontecimento e a sua divulgação.
Fonte: TCC 1 do grupo (2026), cap. 1.1.
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Séc. 20
Tecnologia
Rádio e televisão
Para entender: Foram os primeiros meios de comunicação que chegavam a casa das pessoas ao vivo, com voz e, depois, imagem. O jornalismo passou a falar também a quem não lia jornal.
Aproximam a informação do cotidiano das pessoas e criam novas formas de narrar os fatos.
Fonte: TCC 1 do grupo (2026), cap. 1.1.
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2ª metade do séc. 20
Tecnologia
Internet
Para entender: Rede mundial de computadores que deixou de ser só militar e acadêmica e foi aberta ao público nos anos 1990. Pela primeira vez, o jornal podia ser lido na tela, ao vivo e com links.
Amplia o número de vozes capazes de produzir informação. Para Luciana Mielniczuk (2003), a web é “um ambiente capaz de modificar a própria estrutura da narrativa jornalística”.
Fonte: TCC 1 do grupo (2026), a partir de Mielniczuk (2003).
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Anos 2000 e 2010
Tecnologia
Redes sociais e plataformas
Para entender: Facebook, Twitter, Instagram e outras plataformas permitem que qualquer pessoa publique. O jornalismo perdeu o monopólio de contar o que acontece, e a checagem de informações ficou mais importante.
Qualquer pessoa conectada passa a ser potencial produtora e disseminadora de informação, independentemente de formação profissional ou de critérios editoriais.
Fonte: TCC 1 do grupo (2026), a partir de Recuero (2009).
Anos 1950 a 2020
Máquinas que escrevem
Os primeiros robôs de redação eram pouco criativos: precisavam de dados bem organizados e de textos-modelo. Serviam para coberturas repetitivas, como terremotos, esportes e balanços financeiros.
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Anos 1950
Tecnologia
Os primeiros programas que redigem
Para entender: Geração de linguagem natural é a área da computação que ensina máquinas a escrever textos em português, inglês etc. Ela é quase tão antiga quanto a própria expressão “inteligência artificial”, que surgiu em 1956.
A geração de linguagem natural nasce na década de 1950. Segundo Silvio Barbizan (2021), programas capazes de redigir de forma autônoma “existem há mais de 60 anos”.
Fonte: TCC 1 do grupo (2026), a partir de Barbizan (2021).
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2010
Tecnologia
Quakebot, do Los Angeles Times
Para entender: Um “robô-jornalista”: o programa lê dados de terremotos e preenche um texto-padrão. Em um abalo sísmico, o que vale é ser rápido, e o texto é sempre parecido. Depois, uma pessoa revisa.
Um algoritmo passa a redigir notas sobre terremotos a partir de dados sísmicos em tempo real.
Fonte: TCC 1 do grupo (2026), cap. 1.2.
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Anos 2010
Tecnologia
The Guardian automatiza a cobertura esportiva
Para entender: Resultados de jogos e estatísticas já nascem como dados organizados, o que facilita transformá-los em texto automaticamente. Por isso o esporte foi um dos primeiros campos a usar robôs.
Pouco depois do Quakebot, o jornal britânico passa a usar sistemas automatizados em coberturas esportivas.
Fonte: TCC 1 do grupo (2026), cap. 1.2.
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2014
Tecnologia
AP e Automated Insights
Para entender: A Associated Press (AP) é uma das maiores agências de notícias do mundo. Os balanços de empresas são muitos e seguem o mesmo padrão, então foram um bom terreno para a automação.
A Associated Press firma parceria com a empresa para automatizar reportagens financeiras.
Fonte: TCC 1 do grupo (2026), cap. 1.2.
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2016
Pesquisa e dados
Um software que escreve leads, no Brasil
Para entender: O lead é o primeiro parágrafo da notícia, que responde a quem, o quê, quando, onde, como e por quê. Como a estrutura é fixa, dá para ensinar um programa a escrevê-lo.
Márcio Carneiro dos Santos descreve um experimento que gera leads e títulos a partir de informações da internet. A estrutura relativamente rígida do lead (quem, o quê, quando, onde, como e por quê) facilita a tradução para código. A pesquisa foi pioneira no contexto nacional.
Fonte: Santos (2016), Brazilian Journalism Research.
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2011 a 2020
Pesquisa e dados
A pesquisa brasileira sobre o tema cresce 38 vezes
Para entender: Mostra que o assunto saiu de um canto isolado da universidade para virar tema de estudo no país. Os números se referem a artigos e trabalhos acadêmicos sobre IA e jornalismo.
Um levantamento de Fabia Ioscote mapeou 19 artigos em periódicos e 27 trabalhos em congressos entre 2010 e 2020. O número de pesquisas sobre IA e jornalismo no Brasil cresceu 38 vezes entre 2011 e 2020.
Fonte: Ioscote (2021), Novos Olhares.
2015 a 2023
A virada generativa
Com os grandes modelos de linguagem, a IA deixa de seguir modelos prontos: escreve sobre quase qualquer assunto, imita estilos e vozes, mas sem nenhuma garantia de que o que diz é verdade.
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2015
Tecnologia
A OpenAI é fundada
Para entender: A OpenAI é a empresa americana que criaria o ChatGPT. Quando foi fundada, a ideia de uma IA que conversa com qualquer pessoa ainda estava longe do dia a dia.
A empresa americana de inteligência artificial lançaria o ChatGPT sete anos depois.
Fonte: TCC 1 do grupo (2026), cap. 1.6.
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2021
Regras e ética
A UNESCO aprova a recomendação sobre ética da IA
Para entender: A UNESCO é o órgão da ONU para educação, ciência e cultura. A recomendação é um dos primeiros documentos globais sobre ética em IA e pede, entre outras coisas, que os sistemas sejam transparentes.
O documento, aprovado por 193 países, pede transparência e explicabilidade dos sistemas e trata a opacidade como risco para a confiança pública.
Fonte: UNESCO (2021), Recommendation on the ethics of artificial intelligence. Abrir a fonte
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Nov. 2022
Tecnologia
O ChatGPT chega ao público
Para entender: O ChatGPT é um chatbot, ou seja, um programa que conversa por texto. Qualquer pessoa podia pedir uma matéria, um resumo ou uma ideia de pauta, de graça e sem saber programar. Foi a virada que levou a IA para o cotidiano.
Diferente dos sistemas anteriores, a IA generativa não depende de dados estruturados nem de modelos fixos de texto. Escreve em linguagem natural sobre quase qualquer tema, adapta estilos e simula vozes humanas, sem qualquer garantia de veracidade.
Fonte: TCC 1 do grupo (2026), cap. 1.3.
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2023
Pesquisa e dados
Estudo testa o GPT para a desinformação
Para entender: GPT é o modelo de linguagem que está por trás do ChatGPT. O estudo olha para o risco de uma ferramenta que escreve bem, mas não sabe se o que escreve é verdade.
Elizabeth Saad Corrêa e Márcio Carneiro dos Santos apontam vulnerabilidades da ferramenta em qualidade, ética e clareza jornalísticas, além de vieses. O papel humano na edição e na verificação segue insubstituível.
Fonte: Saad Corrêa e Santos (2023), Estudios sobre el Mensaje Periodístico. Abrir a fonte
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Set. 2023
Redações
Redações brasileiras testam IA
Para entender: O Meio & Mensagem é uma publicação brasileira sobre mídia e marketing. A reportagem mostrou que os veículos já experimentavam a IA, mas ainda de forma tímida e em tarefas de apoio.
Reportagem do Meio & Mensagem mapeia experiências no Estadão, na Exame, em O Globo e na MIT Technology Review: recomendação de conteúdo, transcrição de entrevistas, otimização para buscas e análise de dados. Pelo relatório Trends and Predictions 2023, 67% das publicações pesquisadas usavam IA para recomendações, só 5% com uso frequente e 39% ainda em experimentação.
Fonte: Matéria “De ‘será que devemos?’ a ‘até onde vamos?’”. Leia a matéria
2024 a 2026
Uso, regras e confiança
A IA se espalha pelas redações, pelas empresas e pela faculdade. A pergunta deixa de ser “será que devemos?” e vira “até onde vamos?”.
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2024
Pesquisa e dados
Reuters Institute: 56% das organizações jornalísticas usam IA
Para entender: O Reuters Institute é um centro de pesquisa sobre jornalismo ligado à Universidade de Oxford, no Reino Unido. Todo ano ele pergunta a líderes de veículos o que esperam do futuro.
O relatório Trends and Predictions 2024 aponta o uso em curadoria de conteúdo, análise de dados e automação de resumos.
Fonte: Reuters Institute (2024), citado no TCC 1 do grupo.
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2024
Pesquisa e dados
Estudo mapeia a IA generativa no jornalismo
Para entender: IA generativa é a que cria conteúdo novo, como textos e imagens. O estudo pesa os dois lados: ganho de tempo de um lado, risco de erro do outro.
Santos e Figueiredo veem ganhos expressivos de produtividade, mas também riscos de erros e imprecisões incompatíveis com os padrões editoriais, e defendem supervisão humana rigorosa.
Fonte: Santos e Figueiredo (2024), Mídia e Cotidiano. Abrir a fonte
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27 jun. 2024
Regras e ética
Grupo Globo atualiza seus princípios editoriais
Para entender: Os princípios editoriais são o documento que diz como os veículos do grupo devem trabalhar. A atualização incluiu a IA, o que mostra que grandes empresas começam a escrever regras para ela.
As orientações para o uso de IA incluem supervisão humana, transparência com o público e respeito aos direitos autorais.
Fonte: G1 (27 jun. 2024), citado no TCC 1 do grupo.
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2024
Universidade
80% dos universitários já conheciam ferramentas de IA
Para entender: A ABMES reúne as mantenedoras de instituições de ensino superior privadas. A pesquisa ajuda a entender o público que está chegando ao mercado de trabalho.
Pesquisa da ABMES com a Educa Insights: entre universitários e interessados em cursar uma graduação, 80% conheciam ferramentas de IA e 71% as usavam com frequência nos estudos.
Fonte: Matéria “O ChatGPT entrou na faculdade”. Leia a matéria
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2025
Público
9% dos brasileiros já usam chatbots de IA para ler notícias
Para entender: O Digital News Report é uma das maiores pesquisas anuais do mundo sobre como as pessoas consomem notícias. O dado mostra que a IA também começou a virar porta de entrada para a notícia.
No Digital News Report 2025, o percentual é o dobro do registrado no ano anterior.
Fonte: Reuters Institute, Digital News Report 2025, citado no TCC 1 do grupo.
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2025
Pesquisa e dados
Thomson Reuters Foundation: 81,7% usam IA, 13% têm regras
Para entender: A Thomson Reuters Foundation é uma organização ligada à Thomson Reuters e dedicada ao apoio ao jornalismo e ao Estado de Direito. O contraste entre os dois números é a ideia central deste projeto: muito uso, pouca regra.
Levantamento com mais de 200 jornalistas de mais de 70 países: 81,7% usavam IA no trabalho, quase metade todos os dias. Só 13% das redações pesquisadas tinham uma política formal de uso.
Fonte: Thomson Reuters Foundation (2025), citada no TCC 1 do grupo. Abrir a fonte
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2025
Regras e ética
Estudos analisam as políticas dos veículos
Para entender: Política editorial é o conjunto de regras que uma redação define para si. Os estudos leem esses documentos e apontam o que falta neles.
A análise de documentos do Núcleo, do Estadão e do Grupo Globo mostra avanços, mas lacunas em transparência e na identificação de conteúdos feitos com IA, sobretudo em textos opinativos e colunas assinadas. Outro estudo, de Barbosa e Caldas, vê “elementos paradoxais” na tecnologia.
Fonte: Mídia e Cotidiano (2025); Barbosa e Caldas (2025), citados no TCC 1 do grupo.
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2025
Pesquisa e dados
TIC Empresas: o uso de IA sobe de 13% para 17%
Para entender: O Cetic.br é o centro de estudos do Comitê Gestor da Internet no Brasil. A TIC Empresas é a pesquisa anual sobre o uso de tecnologia pelas empresas do país.
Em 2025, 17% das empresas brasileiras usavam IA, contra 13% em 2024. Entre as de grande porte, 50%. No setor de informação e comunicação, que inclui atividades além do jornalismo, 49%.
Fonte: Cetic.br, TIC Empresas 2025. Leia a matéria
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2025
Público
TIC Domicílios: 32% dos usuários de internet usaram IA generativa
Para entender: A TIC Domicílios, também do Cetic.br, pergunta às pessoas como usam a internet em casa. O número mostra que a IA já alcançou muita gente fora das redações.
São cerca de 50 milhões de pessoas. Entre quem tem ensino superior, o percentual chega a 59%.
Fonte: Cetic.br, TIC Domicílios 2025. Leia a matéria
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2025
Público
O que o público aceita da IA nas notícias
Para entender: A pesquisa foi feita em seis países, entre eles Reino Unido e Estados Unidos, e o Brasil não entrou. Mesmo assim, ajuda a entender o que o leitor tolera: a IA como apoio, sim; como autora da notícia, bem menos.
Em seis países, 12% se sentem confortáveis com notícias feitas inteiramente por IA, 43% com notícias feitas por uma pessoa com ajuda da tecnologia e 62% com notícias feitas só por humanos. Só 26% aceitam uma imagem realista criada por IA quando não existe foto verdadeira.
Fonte: Reuters Institute, Generative AI and News Report 2025. Leia a matéria
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17 jun. 2025
Redações
ESPM: 69,2% dos jornalistas nunca receberam treinamento
Para entender: A ESPM é uma escola de comunicação e marketing. A pesquisa ouviu 423 jornalistas de 21 unidades da federação e mostra a distância entre usar a ferramenta e ter sido ensinado a usá-la.
Pesquisa com 423 jornalistas de 21 unidades da federação: 86,5% conhecem a IA e 56% já a usam no trabalho. A falta de treinamento é maior entre profissionais de audiovisual.
Fonte: Jornal da USP (17 jun. 2025). Abrir a fonte
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Nov. 2025
Redações
Respostas de IA nas buscas podem reduzir os acessos
Para entender: Hoje, em algumas buscas, o Google mostra no topo um resumo feito por IA. Se o leitor se contenta com o resumo, pode não clicar no site do jornal, e o jornal perde audiência e dinheiro.
Levantamento da Authoritas divulgado pela Folha aponta uma possível redução de 20,6% nos acessos a sites jornalísticos quando respostas geradas por IA aparecem nas buscas do Google. Isso não significa que todos os jornais tenham registrado essa queda.
Fonte: Matéria “A IA entrega a resposta. O jornalismo paga a conta.”. Leia a matéria
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2026
Regras e ética
Folha e Estadão explicitam suas regras
Para entender: São dois dos maiores jornais do Brasil. As regras explicam o que a IA pode fazer na redação e reforçam que a responsabilidade pelo que é publicado continua sendo humana.
A Folha afirma que a IA “não substitui o julgamento humano nem exime o jornalista de responsabilidade pelo resultado final”. O Estadão a vê como ferramenta útil, com cautela, em tarefas como transcrição, tradução, análise de dados e edição de texto.
Fonte: Manuais dos veículos (2026), citados no TCC 1 do grupo.
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2026
Público
Ipsos: 65% dos brasileiros esperam que a IA mude seu trabalho
Para entender: A Ipsos é uma empresa de pesquisas de mercado e de opinião. O dado não é sobre jornalistas, mas mostra que a expectativa de mudança está espalhada pela sociedade.
A previsão é para os próximos cinco anos. A pesquisa não trata especificamente de jornalistas.
Fonte: Ipsos, AI Monitor 2026. Leia a matéria
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20 abr. 2026
Público
Desinformação com IA: 81,2% surgiram em dois anos
Para entender: Desinformação é informação falsa espalhada de propósito ou por descuido. A Lupa é uma agência brasileira de checagem, que verifica se o que circula é verdadeiro. O dado mostra como a IA entrou rápido nesse problema.
Das notícias falsas com algum uso de IA identificadas por checadores brasileiros, 81,2% surgiram entre janeiro de 2024 e março de 2026.
Fonte: Lupa, noticiado pela Exame (20 abr. 2026). Abrir a fonte
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23 abr. 2026
Universidade
A formação em jornalismo entra no debate
Para entender: O ENEJor é o encontro anual de quem ensina jornalismo no Brasil, e esta edição aconteceu na Universidade de Brasília (UnB). A pergunta é como formar profissionais críticos, e não só usuários de ferramentas.
No 25º Encontro Nacional de Ensino de Jornalismo (ENEJor/UnB), a professora Marluce Zacariotti defende uma formação crítica e ética, com o tema integrado às demais disciplinas, e não numa disciplina isolada.
Fonte: Agência Brasil (23 abr. 2026). Abrir a fonte
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Jun. 2026
Redações
Trainees da Folha usam IA em um caderno especial
Para entender: Trainees são jovens profissionais em programa de treinamento. O caso mostra um uso com orientação e revisão de editores, e não o uso solto, por conta própria.
Dezenove trainees usaram IA para transcrever entrevistas, buscar informações em documentos, organizar pautas e sugerir títulos, com acompanhamento e revisão de jornalistas e editores.
Fonte: Matéria “De ‘será que devemos?’ a ‘até onde vamos?’”. Leia a matéria
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16 jun. 2026
Público
Digital News Report 2026: a confiança no nível mais baixo desde 2015
Para entender: O Digital News Report é a pesquisa anual do Reuters Institute sobre consumo de notícias. A confiança baixa é parte do pano de fundo: a IA chega a um jornalismo que já luta para ser acreditado.
Só 37% confiam nas notícias que veem. No Brasil, a queda foi de 6 pontos, para 36%. Em notícias feitas por chatbots de IA, a confiança é de 20%, e de 44% entre quem usa essas ferramentas com regularidade.
Fonte: Reuters Institute (16 jun. 2026). Abrir a fonte
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10 jul. 2026
Redações
Reglab: mais da metade dos jornalistas brasileiros já usa IA
Para entender: Entrevista em profundidade é uma conversa longa e aberta com cada participante. O método dá muito detalhe, mas com poucas pessoas, por isso não representa o país inteiro.
O estudo, com 11 entrevistas em profundidade, aponta adoção desigual entre os veículos e riscos como alucinações e plágio.
Fonte: Reglab (10 jul. 2026). Abrir a fonte
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23 jul. 2026
Regras e ética
A AP atualiza suas normas
Para entender: As normas da AP, que fornece notícias a veículos do mundo todo, costumam servir de referência para outras redações. A regra separa o uso de apoio, permitido, da criação de imagens jornalísticas com IA, proibida.
A agência mantém a proibição de IA generativa para criar, alterar ou aprimorar fotografias jornalísticas. Transcrição, tradução, pesquisa inicial e resumo de documentos seguem permitidos, com supervisão humana.
Fonte: Associated Press (23 jul. 2026). Leia a matéria
As épocas da linha do tempo são uma organização do grupo para facilitar a leitura. Os marcos vêm da pesquisa do TCC 1 do grupo, das matérias do projeto e das fontes indicadas em cada item.